Prefeitura de Itabira divulga funcionamento dos serviços públicos no feriado da Semana Santa

Nivaldo Ferreira dos Santos*

Nos últimos anos vimos vários projetos, propostas e ações sendo discutidos, implantados e/ou executados com o objetivo de reduzir a dependência do município de Itabira em relação à atividade de mineração para garantir que os cidadãos, as empresas, os órgãos públicos e as entidades civis possam sobreviver, manter e/ou ampliar suas atividades e gerar novos negócios, novos empregos, renda, impostos, equilíbrio ambiental, redução das desigualdades sociais e o tão sonhado desenvolvimento sustentável (ou sustentado).

Está claro para todos nós que não é uma tarefa fácil, mas também há um sentimento de que é possível e a percepção de que outras comunidades conseguiram superar desafios semelhantes e achar caminhos para construir uma realidade mais próspera e feliz – o que não pode acontecer é ficarmos “parados no tempo”, “esperando as soluções caírem do céu” ou simplesmente “lamentando as derrotas e as dificuldades”.

É necessário tomar iniciativas, estudar a realidade, propor soluções, “fazer diferente” e “encontrar saídas”.

E para chegar a essas soluções e saídas diferentes precisamos usar a criatividade, buscar novos conhecimentos, testar novas maneiras de fazer as coisas, ou seja: precisamos INOVAR, construir “o novo”, ousar, enxergar alternativas possíveis.

 

QUAIS SÃO AS ALTERNATIVAS ?

Tendo acompanhando de perto há algumas décadas as discussões, debates, projetos e programas voltados à construção do futuro de Itabira, ouso citar aqui algumas áreas, segmentos e/ou temas que são vistos como alternativas viáveis, possíveis ou potenciais para alcançarmos tudo isso que foi escrito na parte inicial deste texto, começando com duas delas:

* Investir nos serviços e produtos da área de saúde, em seus diferentes “nichos”: prevenção em saúde; serviços de diagnósticos; tratamentos de saúde; hospitais; clínicas; laboratórios; farmácias; atividades físicas; qualidade ambiental; cursos da área de saúde (enfermagem, medicina, biomedicina, odontologia, farmácia, veterinária, engenharias e tecnologias aplicadas à saúde, educação física, fisioterapia, psicologia, terapia ocupacional e muitos outros); terapias “complementares”/medicina “alternativa” (tratamentos com uso de plantas medicinais, psicoterapia, reiki, quiropraxia, bioenergética, acupuntura, homeopatia e tantos mais) – é importante perceber e destacar que Itabira já é um polo regional na área da saúde, tanto através de órgãos públicos quanto da iniciativa privada, e tem potencial para incrementar ainda mais os serviços que já existem aqui, além de poder também implantar outros serviços que ainda não temos e buscar parcerias, conexões, intercâmbio e/ou integração com serviços de outras localidades e até mesmo desenvolver indústrias/fábricas de remédios, equipamentos de saúde, acessórios e outros bens relacionados;

* Investir em serviços da área da educação, também com diversos “nichos” possíveis: cursos profissionalizantes (cursos técnicos, cursos de capacitação de curta duração, graduações, pós-graduações) em diferentes áreas (além da área de saúde, já citada acima, atualmente temos cursos em vários ramos da engenharia, direito, administração/gestão, cursos na área artística/cultural, formações nas áreas industrial, comercial, rural e ambiental, e muito mais) – cabe destacar ainda que Itabira também já é um polo regional na área da educação (recebemos estudantes de praticamente todas as cidades vizinhas e até mesmo de outros estados e de outras regiões do país) e conta com escolas públicas (inclusive uma universidade federal) e escolas privadas que são referências (em todos os níveis, desde a educação infantil até o nível superior, e ainda em cursos “complementares”, como cursos de idiomas, informática e outras áreas) e temos grandes possibilidades para criar outros cursos e também para aperfeiçoar os que já temos e podemos produzir variados bens relacionados a essa área;

Destaco, mais uma vez, que a “Saúde” e a “Educação” são apenas duas das áreas com grandes potenciais de inovação, serviços e investimentos – entre as demais áreas já em evidência podemos citar: o turismo (cultural, ambiental, religioso, rural, de eventos, de negócios e outros mais); a economia criativa (artesanato, música, poesia, teatro, cinema, design, moda, arquitetura, publicidade, desenvolvimento de sistemas de informação, aplicativos, jogos e outros usos de tecnologias); economia rural (agricultura, pecuária, agroecologia, recuperação ambiental de áreas degradadas, apicultura, fabricação “artesanal” de produtos alimentícios, agroindústrias, transporte e outras atividades relacionadas); indústrias, serviços e comércio baseados em resíduos (reaproveitamento de “rejeitos” e outros resíduos gerados pela mineração, reciclagem e reaproveitamento de resíduos gerados nas residências, nas empresas e em outras organizações, construção e operação da “Central de Resíduos” de Itabira, e até a criação de um “Distrito Industrial” voltado para a “economia circular”).

Nos próximos meses traremos mais informações sobre esse tema, destacando o “Ecossistema de Inovação de Itabira” e propostas para incluir definitivamente o assunto “Inovação” nas pautas econômica, social, ambiental, legal e política da nossa comunidade e das diversas organizações públicas e privadas relacionadas a essa temática – um lembrete especial: até o final deste ano (2026) temos a missão de realizar a Revisão do Plano Diretor do Município de Itabira (a última revisão desta lei importantíssima e essencial para o planejamento do futuro da nossa cidade ocorreu no período de 2013 a 2016 e a legislação federal que trata desse tema – o “Estatuto das Cidades”, Lei federal 10.257/2001 – estabelece um limite máximo de 10 anos para a revisão obrigatória do Plano Diretor de todos os municípios acima de 20 mil habitantes).

Até breve!

* Nivaldo Ferreira dos Santos é Mestre em Administração Pública, Professor, Líder Comunitário e Servidor Público