O presidente do Sindicato Metabase de Itabira e Região, André Viana Madeira, defendeu que a Vale passe a recolher a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem) também sobre o minério obtido a partir do reprocessamento de rejeitos depositados em pilhas no município. A declaração foi feita durante reunião do Conselho Municipal de Meio Ambiente (Codema), realizada no auditório da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Proteção Animal (Semapa), quando foi analisado o projeto de anuência da mineradora.
Segundo André Viana, o material depositado nessas áreas não deve ser tratado apenas como rejeito, uma vez que, com o avanço das tecnologias de mineração, tornou-se possível extrair minério de alta qualidade que antes não era aproveitado. Para ele, esse novo potencial econômico justifica a cobrança da Cfem, já que se trata de um recurso mineral que voltará a ser explorado comercialmente.
O sindicalista destacou ainda que parte desse material é proveniente do chamado “Cauê original”, considerado historicamente um dos minérios de melhor qualidade produzidos em Itabira. Com o reprocessamento, a expectativa é recuperar volumes significativos desse minério, o que representa uma nova frente de produção para a empresa na região.
Além da questão financeira, André Viana apontou possíveis impactos positivos do projeto para o município. Entre eles, a previsão de geração de cerca de 430 empregos diretos e a retomada da produção anual de aproximadamente 10 milhões de toneladas de minério. Ele ressaltou também que as atividades ocorrerão em áreas já utilizadas pela mineração, sem necessidade de novas intervenções ambientais, como supressão vegetal.
A discussão sobre o pagamento da Cfem e os detalhes do projeto ainda deverá avançar nas próximas etapas de análise e deliberação dos órgãos competentes. O tema é acompanhado de perto por representantes da sociedade civil, do poder público e de entidades ligadas ao setor mineral, devido aos seus possíveis impactos econômicos e sociais para Itabira.
