Jornal TEMPOÉTICA AGOSTO 2024 EDIÇÃO 360

Falar sobre o atual momento político de Itabira é como reviver gestões anteriores, que em campanhas ao Paço Municipal JK, prometeram até o que sabiam que não poderiam cumprir, mas enganar o eleitor com promessas e enchê-lo de esperanças sempre foi a melhor maneira de angariar votos. E assim caminha nossa Itabira, com candidato e mais candidato prometendo céus, sequer conseguindo realizar o mínimo que se esperava para um município com um orçamento de mais de 1 bilhão de reais/ano.

 

Sobre o nosso Legislativo pouco se pode acrescentar em termos de brilho coletivo ou individual, pois, há vereadores que, em reuniões ordinárias, sequer abrem a boca para dizer um sim ou não a quaisquer projetos que demandariam um maior debate ou questionamentos, quando muito simplesmente levantam a mão ou permanecem sentados para aprovar alguma questão levada a plenário.

Outros se valem das redes sociais, cobrando do executivo a solução de alguns dos numerosos problemas que a cidade enfrenta. Há ainda outra ala que prefere fazer uso de programas de emissoras de rádio, por onde se fazem presentes com um aceno de alô. “Alô, locutor, estou ligado em seu programa”. É a propagação do seu nome de uma maneira que até as leis eleitorais não conseguem abolir, mesmo nos períodos em que a publicidade eleitoral é vetada.

Pré-candidatos também se utilizam dessa fórmula, não onerosa aos bolsos e se fazendo notados pelos possíveis futuros eleitores. Basta ligar o rádio em qualquer das estações de Itabira e ficar atento. Eles não têm fidelidade ao programa ou ao locutor, o que querem é ver seus nomes veiculados de forma que os ouvintes não os esqueçam.

Dos que estão exercendo o ofício, ofício que exige pouco comparecimento à Casa e, devidamente bem remunerado e com mordomias, poucos se salvam em projetos que beneficiem a população. Seus interesses particulares estão sempre resguardados. Maioria mantém seus empregos de origem, a lei os faculta; seus negócios empresariais são mantidos e não é nada difícil encontrá-los em seus afazeres particulares. Raro encontrá-los nos gabinetes atendendo ao cidadão que os procura, cidadão que o elegeu e que paga o seu salário, cidadão que vê que não é tolo reconhecer que maioria troca os pés pelas mãos, tanto que há no município quem tenha perdido o mandato por assédio e desvio de conduta no exercício, inclusive cumprindo prisão.

Outro, que teve votação expressiva por parecer “bonzinho” e “humilde”, desejando “Feliz Natal” a qualquer transeunte nas esquinas de Itabira, a qualquer época do ano e que, hoje, pelo pífio papel que exerceu, amarga um empreguinho ínfimo ( com todo respeito a todos os trabalhadores) correndo atrás de um caminhão,  recolhendo lixo pelas nossas ruas. Nunca se soube de algum projeto desses que tenha sido voltado para o crescimento de Itabira.

É bom que o eleitor fique atento aos personagens que se apresentam como solução para as causas que nos afligem. Um promete metrô, outros prometem finalizar as obras da Unifei, outros prometem uma indústria que substitua a programada saída da Vale e assim caminhamos iludidos, com o tempo passando e as promessas se renovando e não sendo cumpridas.

Vejamos que, sendo Itabira  pleno município do estado de Minas Gerais, sem nenhum limite marítimo,  já tivemos até candidatos totalmente aloprados prometendo construir presídios em alto mar, lembram-se. Por isso recomendo cautela para que esses fatos não mais se repitam, para que a população tenha representantes dignos, pois, até quando vamos continuar iludidos com os contas da carochinha?